quinta-feira, 2 de novembro de 2017

Pois muitos são chamados, mas poucos são escolhidos

POIS MUITOS SÃO CHAMADOS, MAS POUCOS SÃO ESCOLHIDOS
(Tratado sobre a Salvação)


O Senhor tem me incitado a meditar neste versículo, que pode ser encontrado em Mateus 22:14, e não só isso, mas também a publicar sobre o assunto neste blog.
O versículo em tela trata sobre o chamado e a salvação de Deus reservados para cada homem, e isto queima no coração do Senhor. 
No meu também, já que recebi o chamado de evangelista (para convocar os convidados à festa celestial), e entendo o que o Rei sente quando seus convites são rejeitados.
Se você já é nascido de novo em Cristo, espero poder alegrar seu coração ao lembrá-lo de que foi chamado e escolhido para a grande festa. E, quando você experimentar pleno gozo por isso, espero que deseje trabalhar mais (e melhor) para que muitos participem do banquete junto ao povo santo.
Se você ainda não recebeu as Boas Novas, o Evangelho Puro e Simples, espero poder abrir sua visão para as verdades acerca da salvação. Sim, quero que você reflita um instante. Há muitas opções de crenças, tantas doutrinas espirituais disponíveis no mundo afora, e você pode escolher seguir qualquer uma delas. Mas, se houver um Deus Criador (e estou certa de que há), e se Ele realmente estabeleceu as regras do Universo, é provável que Ele mesmo tenha estabelecido as regras para a vida, a justificação e a salvação de cada ser humano. Neste caso, é impossível que todas as crenças existentes estejam corretas. E se estas não são todas verdadeiras, significa que há uma fé verdadeira. E se há uma forma de viver que corresponda aos desígnios do Deus Verdadeiro para o homem, incumbe a mim a tarefa de pesquisar, perscrutar, investigar quais são as verdades de Deus e diferenciá-las das “verdades” dos homens.
E, quanto à fé verdadeira, quanto à verdade, eu afirmo com tudo que sou: Jesus é o Messias, enviado de Deus para salvar cada homem disposto a se reconciliar com o Criador, e não há outro caminho para a vida eterna.
Como cheguei a tal conclusão? Após ter um encontro pessoal com Ele. Eu passeei por terrenos escorregadios de várias crenças e estudei seus dogmas, mas, com a ajuda do Espírito de Deus, consegui discernir a verdade e a voz do Criador, mesmo tendo andado muito tempo perdida em meio a tantos sofismas.
Sou especial por isso? Sou privilegiada por ter sido iluminada? Sim e não. Sim, porque sei que Deus atuou com grande misericórdia em minha vida; recebi tão grande graça, um valioso presente inesperado! Não, porque não sou melhor do que ninguém. Mas, mesmo assim, recebi esse presente tão grande, que é a Salvação. Eu não a merecia, pois estava repleta de pecados. Mas a graça de Deus me alcançou; Ele me abraçou, mesmo com a podridão e o fedor das minhas iniquidades e transgressões e, só depois que eu me senti satisfatoriamente acolhida em seus braços, Ele me limpou pela ação do Espírito Santo, e me deu novas vestes perfumadas.
Se sou iluminada, é por Ele que o sou. Jesus é a luz do mundo (João 8:12). Toda luz que brilha em minha vida são os feixes luminosos que irradiam do trono do Filho Unigênito de Deus, os quais são refletidos em meu pobre corpo mortal. Um pouco da sua glória invadiu todo o meu ser, e o Espírito Santo que em mim habita faz com que Jesus esteja vivo também em mim, e que seja um comigo, assim como Ele e o Pai são um.
Hoje, atuo como arauta do Rei. Estou andando pelas estradas, a convocar os convidados para o banquete do Príncipe da Paz. Tudo ficará claro após a leitura da Parábola do Banquete de Casamento.
No texto a seguir, Jesus está se dirigindo aos mestres da lei e líderes religiosos de Israel, que lhe faziam oposição no ministério, questionando sua autoridade para pregar, curar, fazer milagres, e ensinar no Nome de Deus. Porém, o texto ganha uma amplitude proposital para os nossos dias, já que, quando falamos das Escrituras, nada é acidental; há muitos textos bíblicos de dupla referência e profecias de duplo cumprimento.
Observe a parábola:

Jesus lhes falou novamente por parábolas, dizendo:
"O Reino dos céus é como um rei que preparou um banquete de casamento para seu filho.
Enviou seus servos aos que tinham sido convidados para o banquete, dizendo-lhes que viessem; mas eles não quiseram vir.
"De novo enviou outros servos e disse: ‘Digam aos que foram convidados que preparei meu banquete: meus bois e meus novilhos gordos foram abatidos, e tudo está preparado. Venham para o banquete de casamento!’
"Mas eles não lhes deram atenção e saíram, um para o seu campo, outro para os seus negócios.
Os restantes, agarrando os servos, maltrataram-nos e os mataram.
O rei ficou irado e, enviando o seu exército, destruiu aqueles assassinos e queimou a cidade deles.
"Então disse a seus servos: ‘O banquete de casamento está pronto, mas os meus convidados não eram dignos.
Vão às esquinas e convidem para o banquete todos os que vocês encontrarem’.
Então os servos saíram para as ruas e reuniram todas as pessoas que puderam encontrar, gente boa e gente má, e a sala do banquete de casamento ficou cheia de convidados.
"Mas quando o rei entrou para ver os convidados, notou ali um homem que não estava usando veste nupcial.
E lhe perguntou: ‘Amigo, como você entrou aqui sem veste nupcial?’ O homem emudeceu.
"Então o rei disse aos que serviam: ‘Amarrem-lhe as mãos e os pés, e lancem-no para fora, nas trevas; ali haverá choro e ranger de dentes’.
"Pois muitos são chamados, mas poucos são escolhidos".
(Mateus 22:1-14)

Na parábola, o Rei é o Criador, o Deus Todo-Poderoso.

O filho cujo casamento será realizado é Jesus, o Filho de Deus, cujas bodas realmente serão celebradas no reino dos céus com sua Noiva, a Igreja (nós), em um futuro próximo.

Os primeiros convidados para a festa são, numa primeira aplicação, o povo eleito de Israel, com quem Deus celebrou sua Aliança desde os tempos de Abraão. Muitos judeus receberam Jesus e se tornaram seus discípulos, mas a maioria deles o rejeitou como Mashiach (Messias).
Os convidados que rejeitaram o convite estão personificados na figura dos líderes religiosos da época, os fariseus e os saduceus. Observe o relato do texto de que alguns dentre estes primeiros convidados maltrataram e mataram os servos que o Rei enviara para convidá-los. Estes servos são os profetas que pregaram à comunidade de Israel ao longo do Antigo Testamento até os dias de João Batista. Os profetas verdadeiros sempre diziam a verdade e apontavam os pecados dos reis e da nação, confrontando-os. Por isso, eram maltratados. E, como podemos verificar ao fim dos quatro evangelhos, os convidados indignos também mataram Jesus.
Logicamente, os judeus que receberam Jesus Cristo como Senhor não estão incluídos nesse primeiro conjunto de convidados.
Numa segunda aplicação para nossos dias, os primeiros convidados (que não compareceram à festa) representam todas as pessoas que são chamadas ao arrependimento e a receber o Senhor Jesus em suas vidas, mas rejeitam o Senhorio do Messias Salvador.

Os segundos convidados são, numa primeira ótica, as pessoas que não integravam a elite religiosa da época e receberam a Jesus como Messias, as pessoas “comuns” do povo.

“Vão às esquinas e convidem para o banquete todos os que vocês encontrarem’.
Então os servos saíram para as ruas e reuniram todas as pessoas que puderam encontrar, gente boa e gente má, e a sala do banquete de casamento ficou cheia de convidados.

Gente boa e gente má. Ou seja, trabalhadores honestos, pais de família, e também pessoas sem qualquer reputação, como prostitutas, ladrões e publicanos (cobradores de impostos para o Império Romano, que extorquiam o povo).
E toda essa gente, boa e má, aceitou o convite do Rei e foi tornada digna de estar no banquete. O evangelista Mateus foi um deles. Ele era publicano, cobrador de impostos, mas foi chamado por Jesus para segui-lo, e veio a ser apóstolo e autor do Evangelho que tem seu nome. 
Numa segunda ótica, os segundos convidados representam aqueles que recebem a Jesus como Senhor e Salvador de suas vidas. São aqueles que são chamados e aceitam o convite para as bodas do Cordeiro. 

A parábola ainda cita um homem que foi encontrado na festa sem as vestes adequadas, e que foi, por isso, retirado do banquete. Este representa o grupo de pessoas que, nominalmente, declaram aceitar o convite para a festa, declaram prestigiar o Rei, mas sua declaração é superficial, e sua fé não tem raiz alguma. São os “simpatizantes”, que não têm um compromisso real com o Senhor em seus corações. Tais pessoas não tiveram o viver transformado pelo sangue de Jesus, vertido por elas na cruz, e não passaram pelo lavar regenerador do Espírito Santo, não tendo experimentado o novo nascimento. Assim, não foram tornadas dignas de estar no banquete.

Observe que a justificação é feita por Deus, não por nossas boas obras. Ela advém de nossa entrega à ação que Deus quer realizar em nossas vidas, não tendo relação alguma com mérito pessoal. Tanto que prostitutas, ladrões e publicanos foram chamados ao banquete, e tornados dignos. Receberam vestes adequadas e se assentaram à mesa do Rei, ao passo que muitos dos que eram aparentemente dignos e assim se consideravam (os detentores do conhecimento das leis de Deus na época – líderes religiosos) não foram justificados, e foram chamados pelo Rei de indignos.

"Então disse a seus servos: ‘O banquete de casamento está pronto, mas os meus convidados não eram dignos.
Vão às esquinas e convidem para o banquete todos os que vocês encontrarem’.

E a parábola termina com a seguinte afirmação do Senhor:

"Pois muitos são chamados, mas poucos são escolhidos".

E, nesse ponto, começo a discorrer sobre o tema do versículo. Quem são os chamados? Quem são os escolhidos?
Não quero adentrar em uma exposição teológica sobre o tema; não quero defender ou refutar as visões calvinista ou arminiana, afinal, a verdade que importa é uma só: Cristo é a Salvação para o homem pecador; Ele morreu por todos os nossos pecados, para tornar possível o nosso acesso a Deus, mediante o derramamento do seu sangue Santo, o qual nos purifica e nos limpa das nossas transgressões. Este plano de Redenção foi traçado mesmo antes de lançados os fundamentos do mundo em que vivemos.
Ele é o Caminho que Deus preparou para o restabelecimento da comunhão entre o homem e seu Criador, a qual fora perdida no Éden, e não há outro modo de sermos redimidos, a não ser por meio desse sacrifício.
E Ele julgará justamente cada ser humano. Até mesmo aqueles que nunca ouviram falar dele serão por Ele julgados com justiça. Os que viveram no temor a Deus, buscando honrá-lo e obedecê-lo, mesmo sem terem conhecido quem foi o Messias, Jesus, entrarão para o banquete. Os que viveram nos seus pecados, sem arrependimento e busca sincera de Deus, serão por eles condenados. De modo que não haverá sentença injusta. E a Bíblia assegura que, querendo ou não:

Ao nome de Jesus se dobrará todo joelho, no céu, na terra, e debaixo da terra, e toda língua confessará que Jesus Cristo é o Senhor, para a glória de Deus Pai.
(Filipenses 2:10-11)

Eu creio no livre-arbítrio que cada ser humano possui para seguir (ou não) a vontade de Deus. Creio que Cristo morreu por toda a humanidade, mas que sua morte e ressurreição só produzem efeitos para aqueles que o recebem e nele creem. E, nesse ponto, acabo de confessar minha corrente soteriológica. Mas isso pouco importa. O que importa é que cada homem e cada mulher sejam libertos de seus sofismas e enganos, tenham seus olhos espirituais abertos e recebam a Salvação em Cristo, a qual é verdadeira, pura e graciosa.
Nós temos um Salvador que nos chama todos os dias. Como Ele nos chama? E como sabemos em que momento fomos escolhidos? Ele nos escolheu ou nós o escolhemos? Essas questões levam a debates infinitos.
Contudo, quero expor o que tenho experimentado por meio da minha própria vida, da minha história e meu testemunho.
Preste muita atenção nesses versículos:

Noé era homem justo, íntegro entre o povo de sua época; ele andava com Deus (Gênesis 6:9)”.
“Deus disse a Noé: darei fim a todos os seres humanos, porque a terra encheu-se de violência por causa deles. Eu os destruirei com a terra. Você, porém, (eu pouparei e salvarei)”.
(Gênesis 6:13-14)

“...o Senhor falou a Abrão numa visão:
Não tenha medo, eu sou o seu escudo; o teu grandíssimo galardão (Gênesis 15:1)”.
“Olhe para o céu e conte as estrelas, se é que podes contá-las. E prosseguiu: assim será a sua descendência.
Abrão creu no Senhor, e isso lhe foi imputado como justiça”.
(Gênesis 15:5-6)

É certo que Deus revela-se aos seus escolhidos, e escolhe aqueles que desejam conhecê-lo.
Creio que, assim como está escrito em 1 Timóteo 2:4, “o Senhor deseja que todos os homens sejam salvos e cheguem ao conhecimento da verdade”.
De outro lado, “nossos pecados fazem separação entre nós e nosso Deus” (Isaías 59:2). “Todos nós pecamos e estamos naturalmente destituídos da glória de Deus” (Romanos 3:23). Nossos atos de justiça são como trapos de imundícia diante da santidade do Senhor (Isaías 64:6).
Creio, pois, que o Deus Criador de todas as coisas vem analisando os corações dos homens, um a um, aguardando qualquer manifestação sincera de nossa parte no sentido de querer conhecê-lo, agradá-lo e obedecê-lo.
Somos seres dotados de livre-arbítrio, lembre-se.
Isso não significa que Deus se revela apenas a “merecedores”, pois a Bíblia é muito clara ao dizer que, após o pecado inicial, todo ser humano carrega o gene do pecado e merece a condenação eterna.

“Não há nenhum justo; nem um sequer; não há ninguém que entenda, ninguém que busque a Deus. Todos se desviaram”.
(Romanos 3:10-12)

Assim, se todos nós pecamos, não é segundo nossos critérios de justiça que Deus nos vê; não é segundo os padrões humanos que Deus volta seus olhos para nósÉ pela graça! Jamais, nunca mesmo, alguém será tão perfeito a ponto de nunca pecar, ao ponto de o Senhor, contemplando tal indivíduo, bater palmas e dizer: “eu sou o Justo Juiz, mas você superou minhas expectativas no quesito justiça! Você sequer precisa de perdão de pecados! Parabéns!” Nunca!
Isso porque nossos mais lindos atos de justiça estão encardidos diante da santidade e da glória de Deus. Nossos mais dignos esforços em sermos justos aos olhos de Deus e dos homens, sem dúvida, o agradarão, mas nunca consistirão em justiça verdadeira, indefectível, e sim um esboço de virtude, conseguido a muito custo (em face de nossas tendências pecaminosas), de algo que costuma ser a regra, a normalidade nos céus. Trocando em miúdos, minha justiça, por mais nobre que intente ser, nunca irá impressionar o Senhor. Ele é Santo e Justo o tempo todo.
Se o fato de alguém tentar viver uma vida justa não causa espanto em Deus, embora seja sua vontade que assim vivamos, o que atrai a sua atenção e a manifestação dele em nossas vidas?

“Ora, sem fé é impossível agradar a Deus; porque é necessário que aquele que se aproxima de Deus creia que Ele existe, e que é galardoador daqueles que o buscam”.
(Hebreus 11:6)

É nosso dever praticar a justiça e realizar boas ações, porque assim ocorre no Reino dos céus, e devemos imitar nosso Pai.
Porém, Deus escolhe uma pessoa não pelas suas obras, mas pela fé que ela resolve depositar nele, buscando-o e obedecendo-o.
Deus olha para o coração das pessoas; Ele perscruta além das aparências. Ele é nosso Criador e deseja que o amemos por escolha própria.
As Escrituras relatam que, desde o início de todas as coisas, sempre houve um só Deus Verdadeiro. Contudo, conforme a terra foi se enchendo de violência, cada povo apostatou da fé genuína, e inventou novos deuses para adorar. Com isso, a humanidade, em sua quase totalidade, afastou-se do culto original ao Deus Criador.
A Bíblia registra que Noé era um homem íntegro e justo em sua época. De fato, ele procurou evitar o mal e tentou fazer o que era certo. Mas não foi considerado justo por ser perfeito, ou por viver uma vida sem pecados (o que é impossível para qualquer ser humano, com exceção do Messias, Jesus).
Ele não foi considerado justo por sentir compaixão pelos perdidos ou realizar boas ações, embora tais atributos manifestados em sua vida refletissem, nele, a justiça de Deus.
As suas boas obras eram manifestas em seu caráter por uma única razão: o próprio Deus vivia nele e o justificou, por causa de sua fé e temor. Assim também ocorreu com Abraão:

Abrão creu no Senhor, e isso lhe foi imputado como justiça”.
(Gênesis 15:6)

Deus não nos elegeu para criarmos padrões de justiça novos. Toda forma de justiça é um reflexo dos atributos eternos de Deus.
Sendo assim, mais sábio é para nós reconhecermos a nossa pequenez, e colocar nosso viver em situação de dependência à boa vontade de Deus, sua bondade e justiça.
Noé achou graça aos olhos do Senhor no meio de uma geração corrompida. E não foi porque nunca errou, mas porque fez a vontade do seu Criador, temeu seus juízos, escolheu ser fiel ao Deus que o restante do mundo havia abandonado. Quis agradá-lo e se relacionar com Ele.
Então Deus o tornou justo pela sua fé.
A fé no Senhor nos justifica, e quanto mais nos entregamos a Ele, mais Ele cuida em se revelar a nós.
Dessa forma, a salvação está à disposição de todos e de cada um, e ela é dada gratuitamente pela fé, e não pelas obras que praticamos, como visto acima.

“Pois vocês são salvos pela graçapor meio da fé, e isto não vem de vocês, é dom de Deus; não por obras, para que ninguém se glorie”.
(Efésios 2:8-9)

Quanto à revelação de Deus em uma experiência pessoal para o homem, levando um indivíduo a crer, ela acontece e solidifica-se à medida que este busca o Senhor e a ele entrega sua vida, por meio de um relacionamento pessoal e íntimo com Ele.

Tome por base o meu testemunho.
Eu não conhecia a Deus; não o via como Pai. Tampouco era frequentadora assídua de qualquer igreja, embora católica de berço.
Nada sabia sobre a Bíblia. Apenas conhecia a figura de Jesus por meio das tradições do catolicismo e filmes sobre sua vida. Ver as histórias dos milagres na televisão era o que me impressionava de forma mais impactante.
Quanto à Palavra de Deus, eu não tinha nenhum conhecimento sobre ela. Como a maioria dos católicos, nunca havia lido a Bíblia, não conhecia as histórias bíblicas; só recebia aquilo que vinha escrito nos folhetos das missas. Os sermões eram sofríveis, desprovidos de profundidade e relevância. Eu não recebia qualquer alimento espiritual; não tinha o pão para a minha alma. Não sabia onde encontrar as fontes da verdadeira alegria.
Infelizmente, as influências sobre minha vida eram as mesmas que atuam sobre a maioria dos jovens que estão longe de Deus: estímulos para a futilidade, os vícios, a promiscuidade, a devassidão, a rebeldia, o egoísmo, a cobiça, o orgulho, o prazer, o prestígio social, a vaidade.
Eu tentava ser uma boa pessoa, uma boa filha para meus pais, lutando contra todos esses estímulos externos e minhas tendências pecaminosas.
Gostava da história de Francisco e Clara de Assis, e até havia cogitado seguir uma vida monástica. Pobre de mim! Pensava que as boas obras e uma vida altruísta fossem o caminho certo para a salvação.
Com o tempo, percebi que era impossível viver uma vida perfeitaEu podia ver claramente os meus pecados e imundícias duelando com minha sã consciência dentro de mim, e não sabia como me livrar deles. A frustração foi imensa.
Nesse meio tempo, também tive contato com a doutrina espírita. Mas, graças a Deus, não me engajei em seus falsos ensinos, pretensamente bíblicos.
Li tanto sobre tantas coisas: budismo, hinduísmo, panteísmo, Nova Era, wicca, sociedades secretas, filósofos e seus ensinamentos - estoicismo, epicurismo, hedonismo, meditação, mantras, magnetismo pessoal, o Segredo, enfim, tantas filosofias e crenças com nomes difíceis que são uma perda de tempo! Perda de tempo! 
E Deus continuava sendo uma figura indecifrável, um ser intocável e distante para mim.
No catolicismo, encontrava certo sentido na figura de Jesus, muito acolhedora, mas qualquer profundidade nesse conhecimento era encoberta pela idolatria praticada nessa igreja. O culto a Maria e aos santos desviam a glória daquele que é o único digno de a receber.
Eu abraçava uma obra de escultura, feita por mãos humanas, um pedaço de gesso ou de madeira, e dizia: “você é meu deus. Você pode curar. Faça um milagre”.
Eu não dava a glória a quem ela era devida. Como poderia dar? Eu não sabia direito quem eu era, qual era a minha identidade. Eu sequer entendia o sacrifício de Jesus na cruz. Quem é Deus? Por que Jesus fica pendurado nessa cruz, sempre sangrando? O que Ele quer de mim?
Deus, em sua infinita misericórdia, preservou minha vida e me livrou de muitas misérias que poderiam ter me assolado. Em sua Presciência (pois já conhecia o futuro), Ele esperou o tempo de sua revelação, quando eu comecei a pedir por ela, operando, nesse ínterim, livramentos em minha vida; ele não me deixou cair na cova da morte, mesmo estando eu repleta de pecados e transgressões.
Perdida, e sem encontrar uma razão para a existência e a vida, no fim de minha adolescência entrei em uma profunda depressão.
Cheguei a sentir atração pela morte, e não via motivos para continuar vivendo. Lia muitos livros sobre existencialismo, e as dúvidas que atormentaram aqueles autores atingiram minha mente enfraquecida, que não tinha qualquer fundamento sólido.
Eu estava cega demais para perceber minha condição de pecadora que necessitava de transformação. Eu sabia que não era perfeita, mas não conseguia enxergar como o jugo do pecado estava me afetando.
Eu achava que tinha uma mente doente, e não entendia que isso era natural a todo homem debaixo do céu, e que havia um único modo de se libertar disso: das minhas tendências pecaminosas, meus maus pensamentos, vícios... enfim, eu não sabia que o sangue de Jesus derramado na cruz tinha uma finalidade. Oferecer a redenção a todo homem pecador. Quebrar o jugo, a escravidão, o peso do pecado. Só sabia que ele havia sido a pessoa mais justa da terra.
Dessa forma, não conseguia ligar os seguintes pontos em minha mente:
CEGUEIRA - PECADO - DISTÂNCIA DE DEUS - VAZIO EXISTENCIAL - DEPRESSÃO - MORTE ESPIRITUAL.
Mesmo tão confusa, lá no fundo, eu tinha algum temor de Deus. Pedia sua ajuda num diário que comecei a escrever em 2008, para não ficar louca e sozinha com meus pensamentos.
Escrevia: “Deus, tem misericórdia de mim. Me ajude a encontrar o meu caminho. Estou perdida. Preciso de ajuda”.
E é nesse ponto que queria chegar.

“Quem me procura, me encontra”.
(Provérbios 8:17)

Deus nunca ficou contando meus pecados e me acusando com a satisfação de um julgador cruel. O Acusador é o diabo. Deus sabia que eu era pecadora, que todo homem é pecador, e isso não muda o fato de Ele ter me amado desde sempre. Mas ele via, e sempre viu – e isso fez toda a diferença – que eu estava insatisfeita com minha condição pecadora; estava tentando buscar A VERDADE.

“Cristo morreu em nosso favor quando ainda éramos pecadores”.
(Romanos 5:8)

Isso é amor incondicional! Sem qualquer contrapartida!
Portanto, não importa a condição degradada em que eu esteja: o Senhor me amaEle quer me salvar e está ansioso por isso. E, se eu clamar por Ele, Ele se manifestará e se revelará a mim!
Posso ter sido uma assassina, uma mentirosa, uma traidora, uma prostituta, uma drogada, seja o que for, mas a partir do momento em que abro meu coração a Deus e peço o auxílio dele, Ele virá e me abraçará. Mesmo que, a princípio, eu esteja com as vestes sujas do pecado! A limpeza, Ele nos ajuda a fazer com o crescimento e a instrução na Palavra e o agir do Espírito Santo.

Dois anos após pedir a ajuda de Deus para minha situação depressiva e deplorável, tive acesso a uma Bíblia de fácil leitura, em linguagem apropriada para jovens. COMI o texto.
Li como uma incrédula, como que lendo um livro científico ou um romance, quase que de cabo a rabo. Sem crer que algo mudaria em minha vida.
Após ter terminado, foi como se escamas tivessem caído dos meus olhos.
Senti como se tivesse ido ao céu, recebido a verdade, e voltado. Eu olhava as coisas e tudo parecia diferente e estranhoTudo parecia ter a mão e a supervisão de Deus. Ele estava em todos os lugares, me olhando.
Eu nunca mais seria a mesma pessoa. Eu não pertencia mais a este mundo.
Até nos meus passos parecia haver algo diferente. Eles pareciam estar impregnados do poder de DeusOs meus olhos mudaram; a minha mente mudou. Adquiri a verdadeira sabedoria, que muitos buscam, buscam (em lugares errados), e nunca chegam a encontrar. Porque ela vem de uma única fonte.
A maioria das coisas que, antes, eram importantes para mim, perderam todo o sentido. E muitas coisas para as quais eu não me atentava, e eram realmente importantes, foram sobressaindo diante dos meus olhos.
Deus me contou quem eu era, como Ele me via, e forjou minha real identidade. Ele me chamou de filha, e me ensinou a chamá-lo de PAI.
Antes, eu queria morrer por não encontrar sentido para a vida. Agora, eu queria viver para experimentar Deus, e estava disposta a morrer pela verdade que encontrara.
Ele me deu o Espírito Santo, que habita dentro de mim. Agora,

“Fui crucificado com Cristo. Assim, já não sou eu quem vive, mas Cristo vive em mim. A vida que agora vivo no corpo, vivo-a pela fé no filho de Deus, que me amou e se entregou por mim”.
(Gálatas 2:20)

O Senhor esteve me ouvindo e olhando por mim o tempo todo; Ele me escolheu para ser propriedade exclusiva dele, preparando, com muito amor, o momento em que eu teria, enfim, contato com seu Evangelho.

“O Senhor confia os seus segredos aos que o temem; e os leva a conhecer sua aliança”.
(Salmo 25:14)

Um coração desejoso de conhecer a Deus, que tem vontade de acertar o alvo, agradar aquele que nos deu a vida, de caminhar corretamente e descobrir a verdade das verdades, é este coração que o Senhor está procurando para habitar.
Se você sente uma espécie de vazio, de frustração, por se sentir distante de Deus, e quer conhecê-lo para crer nele, comece a pedir, pois Ele se revelará a ti. Leia a Bíblia, o manual da vida que Ele nos deixou com tanto amor.
O Senhor anda sondando os homens no mundo inteiro para ver se há algum coração que chame por Ele e, quando encontra essas almas, revela-se a elas! Ele usará outros cristãos, missionários, sinais, os meios de comunicação, sonhos, visões, e, na falta disso tudo, até as pedras falarão!
O Rei dos reis anda perscrutando a alma humana, procurando pessoas em que possa habitar, e, quando as encontra, faz morada definitiva naqueles que são escolhidos como filhos, filhos estes que, em determinado momento, clamaram pela revelação do Deus Verdadeiro.

“O Senhor não quer que alguns se percam, mas que todos venham a se arrepender”.
(2 Pedro 3:9)

Não há ser humano mais ou menos digno de receber a revelação do próprio Deus! Todos pecaram (Romanos 3:23), e Ele não faz acepção, discriminação de pessoas (Romanos 2:11).
O Senhor nos criou como seres inteligentes e dotados de livre-arbítrio. No fim, tudo dependerá de nossas escolhas!
A Salvação é para todo aquele que invocar o Nome do Senhor e crer que Ele enviou seu Único Filho para morrer em nosso lugar, nos lavando de todo pecado, a fim de nos reconciliar com Deus.

"Porque Deus tanto amou o mundo que deu o seu Filho Unigênito, para que todo o que nele crer não pereça, mas tenha a vida eterna”.
(João 3:16)

Respondeu Jesus: "Eu sou o caminho, a verdade e a vida. Ninguém vem ao Pai, a não ser por mim”.
(João 14:6)

Ele se entregou e morreu por nós, mas ressuscitou ao terceiro dia! Está vivo e é o único que tem todo o poder para nos dar a vida eterna!

O anjo disse às mulheres: "Não tenham medo! Sei que vocês estão procurando Jesus, que foi crucificado.
Ele não está aqui; ressuscitou, como tinha dito. Venham ver o lugar onde ele jazia.
(Mateus 28:5-6)

Então, Jesus aproximou-se deles e disse: "Foi-me dada toda a autoridade no céu e na terra.
(Mateus 28:18)

“Porque a vontade de meu Pai é que todo o que olhar para o Filho e nele crer tenha a vida eterna, e eu o ressuscitarei no último dia".
(João 6:40)

Por conseguinte, somos justificados pela fé no Senhor Jesus, e lavados de todo pecado pelo seu sangue!

A fé em Cristo é uma decisão pessoal, a melhor e mais importante que podemos tomar na vida.
E foi depois da primeira leitura que fiz da Bíblia que uma nova realidade foi aberta diante dos meus olhos, que ganhei discernimento acerca do bem e do mal, que percebi que era uma pecadora que precisava do favor, do perdão e da graça de Deus.

“Vocês conhecerão a verdade, e a verdade os libertará”.
(João 8:32)

Deus é fiel e sempre auxilia o homem no processo de conversão! À medida que conhecemos mais dele, mais queremos da sua presença e revelação.
Minha oração é para que o Senhor se revele a todos que ele chama, a todos que clamaram pela verdade, a todos que o escolherem e, por isso, se tornarem escolhidos do Deus Vivo.
Oro para que o Rei dos reis e Senhor dos senhores se revele mais e mais a você, que foi perseverante na leitura e está tendo seus olhos espirituais abertos! Decerto, você será perseverante na busca por Deus! Eu profetizo isso sobre sua vida, no Nome de Jesus.
Você pode até querer escapar de Deus, mas não escapará das orações de um servo dele pela sua vida, tampouco do amor dele, deste Deus que te chama todos os dias, ansiando se relacionar contigo, te amando com amor puro e sincero, mesmo sem que você o ame!
Decerto meu Senhor te encontrará e revelará mais da sua glória a você!
Graça e paz do Senhor Jesus! Que Ele ande contigo todos os dias da sua vida para todo o sempre! Amém.
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Paulo era fariseu, mestre da lei em Israel, e perseguidor dos cristãos. Presenciou a morte, por apedrejamento, do primeiro mártir de Cristo com registro nas Escrituras, Estêvão, homem cheio do Espírito Santo.
Paulo fazia parte da elite intelectual judaica. Possuía cidadania romana e teve, também, contato com a cultura helênica. Era um cidadão politizado e profundo conhecedor das leis religiosas de seu povo.
Em sua perseguição aos cristãos, Paulo (antes chamado Saulo) acreditava estar fazendo um bem para Deus, pois dominava o conhecimento dos livros sagrados e era zeloso pela obediência às leis de Deus.
Ele buscava a verdade. Mas estava no caminho errado.
Contudo, algo aconteceu. Tudo mudou em uma de suas viagens para prender os cristãos. Aquele a quem ele perseguia o alcançou. O relato de sua conversão pode ser lido no livro de Atos dos Apóstolos, capítulo 9.
De perseguidor, ele passou a perseguido.
Tornou-se o maior dentre os apóstolos de Jesus, tendo ficado conhecido como o apóstolo dos gentios (estrangeiros), já que pregou a Salvação a outros povos fora de Israel. Dos 27 livros do Novo Testamento, Paulo escreveu 13.

“Circuncidado no oitavo dia de vida, pertencente ao povo de Israel, à tribo de Benjamim, verdadeiro hebreu; quanto à lei, fariseu;
quanto ao zelo, perseguidor da igrejaquanto à justiça que há na lei, irrepreensível.
Mas o que para mim era lucro, passei a considerar perda, por causa de Cristo.
Mais do que isso, considero tudo como perda, comparado com a suprema grandeza do conhecimento de Cristo Jesus, meu Senhor, por cuja causa perdi todas as coisas. Eu as considero como esterco para poder ganhar a Cristo
e ser encontrado nele”.
(Carta aos Filipenses 3:5-9)





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