sexta-feira, 13 de junho de 2014

As minhas melhores vestes, o meu melhor perfume...

"As minhas melhores vestes, o meu melhor perfume,
O meu melhor vou oferecer em teu altar, Senhor!
Faz de mim um sacrifício agradável no teu altar!"


Era assim que eu cantarolava na noite do domingo do dia 08 de junho de 2014, minutos antes de ir ao culto em minha Igreja, enquanto me arrumava com primor, dedicando cada pequeno detalhe ao Senhor.
O ato de me perfumar, a melhor fragrância, a escolha da veste apropriada.
Não sei de onde veio aquela melodia, foi inventada na hora.
Eu estava inspirada, e queria demonstrar ao meu Deus que estava me ofertando para ele.

Minha família e marido sabem que não sou vaidosa; deixo o cabelo secar sozinho, não faço "chapinha", fico sem esmalte quase sempre (de vez em quando passo eu mesma), só apareço em salão uma vez por ano para “podar” as madeixas, não compro cosméticos de marca, uso xampus medianos, não faço tratamentos de pele, hidratação de cabelo e afins. Apenas não abro mão de uma colônia, perfume ou creme perfumado ao sair, batom e um pó no rosto para disfarçar as olheiras. 
Não sigo a moda, nem os padrões do mundo. Valorizo roupas confortáveis, nem sempre estou a fim de me maquiar, saio com calça de moletom e rasteirinha; dependendo do lugar para onde vou (ex. farmácia, sacar dinheiro no banco), escolho qualquer roupa surrada, de ficar em casa.

Porém, naquele domingo algo estava acontecendo. Como a Bíblia diz, Jesus é o noivo, e nós, a Igreja, somos a noiva, preparando-se para o grande casamento (Apocalipse 19:7).
Naquela noite eu escolhi roupas normais, discretas, mas o asseio no vestir-se e no perfumar-se era o de uma noiva preparando-se para se apresentar ao noivo. Queria receber mais de Jesus, estava preparando meu coração para receber algo a mais do meu Noivo, coisas novas, o melhor de Deus.
Então eu louvava enquanto me penteava:

"As minhas melhores vestes, o meu melhor perfume,
O meu melhor vou oferecer em teu altar, Senhor!
Faz de mim um sacrifício agradável no teu altar!"

Adquiri essa mania de, às vezes, falar com Jesus na forma de canção; porém a melodia que sai da minha boca só serve para aquele momento, porque depois a esqueço completamente.
Enfim, essa canção fazia muito sentido, porque eu estava sedenta pelo Senhor.
Aquelas palavras que Ele usara para me responder, quando pedi pela cura da minha miopia ( veja o texto sobre miopia aqui ) hoje fazem todo o sentido.
Naquela ocasião, quando pedi para ser curada da minha miopia, o Senhor me respondeu: "você ainda terá sede, e beberá da água que eu te der".

Só agora começo a entender. Em todas as questões, quaisquer circunstâncias, quanto mais sede eu tiver, mais água ele me dará.
Mais da sua presença, mais do seu poder, mais dos seus milagres, mais do seu conhecimento e sabedoria, tudo conforme a medida da minha sede.

E isso pude comprovar de um tempo para cá.
Desde aquela confirmação que ele me deu acerca do dom de discernimento de espíritos, eu não vinha mais tendo visões.
Para não dizer que não vi mais nada, tive apenas a visão do aspecto de um demônio acompanhando uma pessoa - não convertida - na Igreja, durante o culto.
Fora isso, as visões pararam, e comecei a me questionar o porquê.

Pedia insistentemente ao Senhor que esse dom se manifestasse mais intensamente em minha vida, para a glória dele, mas o Espírito Santo testificou em meu espírito que agora que eu estava avançando na fé, no conhecimento e no poder de Deus, eu deveria me dedicar ainda mais, orar ainda mais, jejuar ainda mais, sacrificar alguma hora de sono para orar, buscar sua presença, me doar em maior medida.
Para mim, embora não tenha ouvido nenhuma voz audível, foi nítida a voz de Jesus em meu interior, dizendo: você terá mais sede ainda.

Sei que o Espírito Santo não dá um dom a alguém e depois o tira, a não ser que este alguém abandone o Senhor deliberadamente.
Então eu sabia que meu Pai não me havia retirado o dom que ele mesmo me concedera (embora essa fosse a sensação).

Eu sei que ele estava – e ainda está – a provocar minha fé, usando isso para aumentar minha busca e dedicação, para então permitir uma manifestação maior deste dom do Espírito em minha vida, conforme a vontade dele.
Eu entendi o recado, e vou corresponder ao seu chamado, Senhor.

Isso tudo eu escrevi para demonstrar a sede em que me encontrava naquela noite de domingo, ciente de todos esses fatos, querendo corresponder ao estímulo do Senhor, querendo ir além, avançar, chegar ao alvo que Ele me propôs para o momento.

Nesses dias que se passaram eu estava evangelizando meus avós, começando a me desenvolver também na pregação do Evangelho para pessoas de fora de casa – até hoje, somente levei pessoas da família a Jesus Cristo –, e presenciando muitas situações de pessoas enfermas.

Então comecei a pedir ao Espírito Santo, além da autoridade para expulsar demônios e curar enfermos com base na Palavra, pela fé (esses sinais já acompanham todos os cristãos, são resultado da conversão – vide Marcos 16:17-18), para receber unção especial para curar, unção no evangelizar as pessoas, e que minha visão espiritual fosse aberta um pouco mais, para que eu pudesse ver mais nitidamente as coisas que já havia experimentado, as visões do mundo invisível.

Vinha clamando por estes dons específicos, principalmente pela unção da cura, uma vez que o dom de discernimento de espíritos o próprio Senhor já havia confirmado para mim em 15 de fevereiro de 2014.
Queria receber dons não para meu próprio bem, mas para que a glória do Senhor se manifestasse no meu meio, como sinais para os incrédulos, para conversão de almas e expansão do Reino dos Céus.

Do dia 03 ao dia 08 de junho estava acontecendo a “Conferência do Espírito Santo” em minha Igreja, dedicada ao estudo e adoração, como o próprio nome diz, do Espírito Santo do Senhor.
Sabia que viria um grande profeta do Senhor, o pastor Luciano Subirá, cujas pregações tenho acompanhado, e que ele explicaria acerca dos dons espirituais.

Após oração e jejum, criei uma grande expectativa de que algo sobrenatural fosse acontecer, porque estava clamando por esses dons, pedindo ao Senhor sinais e respostas às minhas orações.

No meio disso tudo meu avô foi parar no hospital. Há muitos anos atrás, ele teve um problema na válvula mitral, teve que fazer uma cirurgia de troca da válvula, ficando uma de carneiro no lugar.
Um pouco mais de dez anos depois, essa válvula se partiu, então o coração começou a bater com mais dificuldade em um dos lados.
Creio que, por causa da diferença de esforço dos músculos de um lado para o outro, de uma válvula para a outra, o coração começou a crescer, e hoje está crescido numa porcentagem de 80% do seu tamanho.
Ou seja, a situação é mesmo grave.
Se eu recebesse a unção da cura, e se fosse da vontade do Senhor, o meu avô seria o primeiro a recebê-la diretamente do Espírito Santo, através da minha vida.
É verdade que ele tem 88 anos de idade, mas ao seu lado, no hospital, houve dois senhores internados, um com 91, e outro com 96 anos de idade.
Se o Senhor quiser, poderá curá-lo.
Então meu coração encheu-se de esperança por uma cura miraculosa, já que passar por cirurgias ele não pode mais, por causa da idade.
Ainda estou nessa esperança, nessa fé, clamando ao Senhor por um milagre, se for da vontade dele. Nada é impossível para Deus (Lucas 1:35). Tenho fé! Eu creio!

Então no último dia de pregação do pastor Luciano (06 de junho, sexta-feira), ele orou por transferência de dons do Espírito Santo.
Ciente de todas essas coisas, desejando a unção da cura para abençoar vidas, a começar pela do meu avô, sedenta pelo Senhor, já sabendo que teria que me dedicar muito mais à oração e ao estudo da Palavra se quisesse avançar mais no poder de Deus, eu estava lá, querendo receber a unção, o fogo do alto. Eu estava sedenta, esperando por sinais e respostas.

Então o pastor falou que aqueles que fossem receber dons de poder (cura, fé e operação de milagres) iriam ter sensações diferentes nas mãos (enformigamento, calor, tremor). Quem fosse receber dons de revelação (palavra de conhecimento, palavra de sabedoria e dom de discernimento de espíritos) teria sensações estranhas no ventre ou nos olhos. Por fim, quem fosse receber dons vocais (dom de profecia, variedade de línguas e interpretação) sentiria alguma coisa na boca. Quem sentisse qualquer dos sinais deveria ir à frente do púlpito, pois os ministros imporiam as mãos sobre essas pessoas, para confirmar o recebimento dos dons.
Foi uma orientação que ele disse ter recebido do Senhor para pregar a grandes auditórios, uma vez que não poderia orar por cada um em particular.

Então ele orou esses três momentos, pela transferência de cada tipo de dom, e eu nada senti. Para não dizer que não senti nada, senti como uma única formiguinha passar pelo meu dedão. Mas foi tão leve que fiquei em dúvida, e não quis ir à frente sem ter certeza.

Mesmo tendo o pastor avisado que haveria pessoas que nada sentiriam, mas que isso não significava que não iriam receber dons, eu fiquei em certa medida interrogando por que nada acontecera comigo, pois estava esperando algo novo vir sobre mim.

Aconteceu que o pastor foi embora, conhecidos meus experimentaram os sinais, e até pessoas da minha família, mas eu nada tive de experiências sobrenaturais, afora o grande conhecimento e fé acrescentados pelas pregações, que abençoaram sobremaneira a minha vida, e sentir a presença do Senhor durante todo o evento, o que para mim é a própria vida!
Se alguém quiser tirar-me a vida, tente tirar-me o poder sentir a presença do Senhor. Mas já advirto que isso é impossível (risos).

Não digo que fiquei triste, porque me sinto madura espiritualmente o suficiente para saber esperar no Senhor, esperar o momento e a hora dele, pois confio nele, sou dele.

De modo algum eu fiquei triste. Ouvi o testemunho de outras pessoas com alegria, feliz por elas.
Sei que o Senhor me usará conforme sua vontade. Sei que “para tudo há uma ocasião, e um tempo para cada propósito debaixo do céu" (Eclesiastes 3:1), e sei que estou crescendo, em humildade, na minha vida com o Senhor.
No momento em que ele julgar que estou preparada para tal coisa, estou certa de que ele mesmo se manifestará a mim, do mesmo modo como me confirmou o dom de discernimento de espíritos em fevereiro deste ano.

Continuando, na sexta-feira o pastor foi embora; no sábado veio um outro pastor pregar na Conferência, cuja pregação eu e meu marido não pudemos ouvir, porque fomos visitar meu avô no hospital.
E então domingo foi o último dia da conferência (domingo do dia 08 de junho), lembra?
Aquela noite em que eu estava me aprontando com esmero, cantarolando para Jesus, oferecendo a ele a minha vida, tudo que sou.

O culto daquela noite foi sobrenatural, presença do Senhor do começo ao fim. O pastor, abençoado (Carlito Paes, da 1ª Igreja Batista de São José dos Campos-SP). Pregação ungida, tudo perfeito, verdadeira adoração ao Deus Vivo.

Eu havia me preparado tanto para o Senhor, que bebi de sua Palavra do início ao fim, sem piscar, quase até sem respirar.
Eu quero mais, eu tenho sede, eu estou com sede agora mesmo enquanto escrevo!
Tenho ânsia por orar, por pregar, anunciar a Palavra do Senhor.
Estou ansiosa pela glória do Senhor!

Como a corça anseia por águas correntes, a minha alma anseia por ti, ó Deus. (Salmo 42:1) 

Espero pelo Senhor mais do que as sentinelas pela manhã; sim, mais do que as sentinelas esperam pela manhã! (Salmo 130:6)

Ó Deus, tu és o meu Deus, eu te busco intensamente; a minha alma tem sede de ti! Todo o meu ser anseia por ti, numa terra seca, exausta e sem água. (Salmo 63:1)

Vivo atualmente como o apóstolo Paulo quando escreveu essas sábias palavras: “mas o que para mim era lucro, passei a considerar perda, por causa de Cristo. Mais do que isso, considero tudo como perda, comparado com a suprema grandeza do conhecimento de Cristo Jesus, meu Senhor, por cuja causa perdi todas as coisas. Eu as considero como esterco para poder ganhar a Cristo. (Filipenses 3:7-8)

Então, naquela noite, ao final do culto, o pastor chamou à frente aqueles que quisessem receber mais do Espírito Santo.
Com ânsia pelo Senhor, fui à frente, e meu marido também, onde os ministros e pastores estavam impondo as mãos sobre o povo.
Havia pessoas falando em línguas estranhas, havia muitos caindo no Espírito, estirados no chão, no êxtase do Espírito Santo.

Fui sentindo a presença do Senhor, em pé mesmo, e foi tão intensa que comecei a chorar, constrangida, por sentir que o próprio Senhor estava ali. Pude sentir o amor do Senhor, e o Espírito Santo trazendo sua glória naquele lugar.
Era como se ele me dissesse: estou aqui. Olhe o que estou fazendo com essas pessoas. Observe o que estou fazendo na vida delas!.

Tudo que conseguia era chorar de emoção, por estar sentindo a presença manifesta do Senhor naquele lugar.
Fui uma das últimas pessoas a receber oração.
Senti que não iria cair no Espírito aquela noite, porque queria ouvir as palavras do Senhor como uma voz, queria uma direção para o que estou vivenciando hoje.

Então uma das pastoras da minha igreja veio até mim (sem me conhecer bem, pois a congregação tem mais de mil membros, e sem saber o que eu estava buscando). Ela teve uma revelação da parte do Senhor, ungiu minhas mãos com óleo, e começou a profetizar:

“Senhor, sua filha está triste porque ainda não recebeu nada de suas mãos.
Mas olha, Senhor, como ela tem te buscado!
Ela está ansiosa por ti, quer receber mais de ti!
Concede agora, Senhor, os dons que ela tem te pedido!
Dê a ela o que ela tem buscado, em Nome de Jesus!
Receba, filha!”

Assim, ela ungiu minhas mãos e depois impôs a mão sobre minha cabeça, profetizando essas palavras.
Eu só conseguia chorar ainda mais. Era como se o próprio Senhor estivesse me mostrando que tem visto minha sede, tem acompanhado minha busca, usando uma mulher de Deus para me consolar.

Saí dali muito contente, porque eu cri que, enfim, recebi os dons pelos quais vinha clamando até aquele dia, e isso aconteceu exatamente naquela noite.
Pela fé, eu me apropriei dos dons!

No dia seguinte, senti algo diferente em meus braços.
Li em um livro sobre o assunto (A Unção da Cura – Kenneth Hagin) que as pessoas que recebem a unção da cura sentem a unção correr pelos braços, sair de seus corpos como uma corrente elétrica, quando o dom se manifesta.
Eu pensava: ah, será que está acontecendo comigo? 
Minha fé ainda é pequena, precisa crescer muito mesmo!

Eu não conseguia acreditar completamente, pois sou muito cautelosa com essas coisas – quero ter certeza de que tudo está vindo da parte do Senhor –, mas senti uma coisa diferente circulando em meus braços, indo para as mãos, e se concentrando nos meus dedos.

Até agora eu não pude experimentar, comprovar, utilizar a unção da cura para abençoar algum enfermo. Estou aguardando a comprovação.

No dia de ontem (dia 12 de junho) fui visitar meu avô no hospital com minha líder de célula, Eloisa, para orarmos por ele.
Já impus as mãos sobre seu peito, orando em pensamento: “Senhor, se recebi mesmo a unção da cura, e se for da sua vontade que meu avô seja curado, para tua própria glória, então eu ordeno ao coração dele: seja curado, diminua de tamanho! Válvula doente, seja reconstruída, em Nome de Jesus!

Ainda estou esperando pelo milagre. Enquanto o Senhor não disser: “não, filha, eu não vou curá-lo desta vez, quero que ele venha ficar junto de mim”, eu não vou desistir da cura total dele!

Enquanto ainda não houver uma confirmação do que o Senhor irá fazer, eu pedirei pela restauração da saúde dele, pela cura total da enfermidade.
Estou esperando as respostas do Senhor em relação ao meu avô, que amo tanto.
Graças a Deus ele já aceitou Jesus como Único e Suficiente Salvador, e a Palavra de Deus entrou no seu coração – eu senti – como uma semente sendo plantada em terra úmida e fértil.
Gostaria muito que ele fosse curado. Ainda espero no Senhor!

Então contei o que havia acontecido no culto de domingo à minha líder de célula. Ela mesma recebeu, na noite em que o pastor Luciano havia orado pela transferência dos dons, a unção da cura, tendo sido ministrada por ele próprio, e um milagre já havia acontecido através da vida dela: na praça São Joaquim, onde é realizado o ministério Ação Nômades (pregação do Evangelho a moradores de rua), ela orou por um homem que não podia andar há meses, por causa de uma doença nas pernas. E então aconteceu que naquele dia ele andou para valer! Milagre! Sobrenatural!

Quando contei sobre o que havia acontecido comigo, através da pastora, ela também quis orar por mim, segurando em minhas mãos.
Fico mais confiante, porque minha pastora e minha líder de célula, autoridades sobre minha vida, oraram para que eu recebesse os dons que vinha pedindo.
Agora não tenho mais como duvidar ou hesitar! Preciso adotar uma postura de fé! Oro para que o Senhor aumente minha fé ainda mais!
O Senhor sabia que eu precisava de alguma confirmação partindo de pessoas com autoridade sobre mim, para que pudesse crer totalmente, e as confirmações vieram!

Ainda a respeito dos dons, também aguardo pelas situações e pessoas em que serão usados. Pois tudo isso é para a honra, glória, e louvor do Senhor, aquele que é digno de toda adoração!
Tudo isso é para a salvação das vidas, a conversão dos incrédulos, o crescimento do Reino, que há de prevalecer sobre as trevas para sempre!
Louvado seja o Senhor Jesus, autor e consumador da fé (Hebreus 12:1).
Porque dele e por ele, e para ele, são todas as coisas; glória, pois, a ele eternamente. Amém. (Romanos 11:36)

Usa-me, Senhor!

"As minhas melhores vestes, o meu melhor perfume,
O meu melhor vou oferecer em teu altar, Senhor!
Faz de mim um sacrifício agradável no teu altar!"